• Dr. Jorge Lyra

Conhecendo o câncer de esôfago

Um tipo de câncer raro, mas que merece toda nossa atenção e cuidado.


O esôfago é um órgão em forma de tubo que liga a garganta ao estômago, com a principal função de levar alimentos até este órgão. Ele tem contato direto com diversas estruturas importantes do corpo como os nervos da corda vocal, o sistema linfático e o mediastino (região do meio do tórax, próximo ao coração, pulmões e a aorta).


O câncer de esôfago é uma doença extremamente agressiva e é considerada rara aqui no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse é o 6º tipo de câncer mais frequente entre os homens e o 13º entre as mulheres. Para 2018, são esperados quase 10.800 novos casos.


Existem dois tipos principais de câncer de esôfago: o carcinoma epidermoide escamoso, que é o responsável por cerca de 96% dos casos, e o adenocarcinoma, com incidência menor que 1%.


Quer saber mais? Acompanhe as próximas linhas e fique bem informado sobre o câncer de esôfago. Pois a informação faz toda a diferença na prevenção e na detecção precoce dessa doença.



Entenda os fatores de risco


Assim como muitos dos tipos de câncer, o de esôfago também apresenta em seus principais fatores de risco os maus hábitos do dia a dia, condições que muitas vezes parecem inocentes, mas que quando são recorrentes aumentam o perigo do desenvolvimento da doença.


Sendo os principais:

Para o adenocarcinoma:

- O refluxo quando não tratado e controlado;

- O tabagismo;

- O chamado esôfago de Barrett, nome dado a condição onde o órgão sofreu muita exposição ao ácido estomacal, por conta do refluxo, e já teve sua estrutura afetada;

- A obesidade.


Para o carcinoma:

- O consumo crônico e excessivo de bebidas alcoólicas;

- O tabagismo;

- Ter antecedentes de tumores na garganta, boca ou pulmões;

- O chamado megaesôfago, que ocorre com a dilatação do órgão e perda da sua capacidade de movimentação normal;

- As estenoses cáusticas, que são lesões provocadas pelo refluxo ou exposição a substâncias ácidas.


Como prevenir


Que os hábitos influenciam diretamente na saúde você já sabe, com o câncer de esôfago não é diferente. Logo, a prevenção básica da doença é a readequação destes hábitos, como:

- Prefira uma dieta variada, equilibrada e rica em frutas e legumes;

- Evite tomar bebidas muito quentes com frequência, pois elas vão danificando a estrutura do esôfago com o tempo;

- Evite o consumo em excesso de alimentos defumados, eles também prejudicam a saúde do órgão;

- Bebidas alcoólicas são inimigas do esôfago quando sua ingestão é frequente;

- Não fume, e evite o contato e ingestão de derivados do tabaco ou similares, como charutos e narguilés.


Consultas e checapes regulares também são essenciais para a prevenção, principalmente para quem tem um histórico familiar da doença ou já teve câncer de cabeça, pescoço ou pulmão, infecção pelo HPV (Papilomavírus) e deficiência de ferro (Síndrome de Plummer-Vinson).


Sim, a detecção precoce é possível


Quando o assunto é detecção precoce o principal ponto a se levar em consideração é o acompanhamento médico regular e a realização de exames periódicos. Pessoas que sofrem com refluxo e outras condições citadas aqui, como a Síndrome de Plummer-Vinson, precisa estar atentas e ter controle redobrado, principalmente se estes casos estiverem associados à dificuldade para engolir o ideal é recorrer a exames mais específicos para análise do órgão e suas estruturas, como a Endoscopia digestiva com biópsia ou a Tomografia de tórax e abdômen.


Com a detecção precoce as chances de cura da doença, segundo o INCA, chegam a 98%, o que reforça a importância dos cuidados e atenção a doença.


Reconheça os sintomas


Em sua fase inicial a doença não apresenta sintomas e é exatamente aí que ela se torna perigosa. Sendo este um dos principais motivos da importância dos checapes médicos regulares, pois este é o único caminho para identificar condições de saúde que favorecem o aparecimento do câncer e detectar assim os tumores logo no início, antes que eles comecem a afetar o bem-estar e a qualidade de vida do paciente.


Já nas fases mais avançadas da doença, os sinal característicos são: dificuldade ou dor ao engolir, dor no osso do meio do peito e no tórax, sensação de sufoco ou obstrução ao se alimentar, náuseas, vômitos, perda de apetite e até parda inexplicada de peso.


Compreenda o tratamento


Quando o diagnóstico do câncer de esôfago é confirmado, o tratamento mais indicado é a cirurgia. A retirada cirúrgica do tumor pode ser feita por incisão, videolaparoscopia ou robótica, ficando a cargo do médico responsável decidir qual o melhor procedimento para a situação, levando sempre em consideração o estadiamento, o comprometimento do esôfago e o histórico clínico do paciente.


Além da cirurgia, pode ser necessária a complementação do tratamento com radioterapia associada ou não a quimioterapia. No caso do câncer de esôfago, o tratamento venoso pode ser indicado antes, antes e depois ou só depois da cirurgia.


Fonte: INCA (Instituto Nacional do Câncer)

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