• Dr. Jorge Lyra

Câncer de ovário: o que é e como tratar?


Os ovários são os órgãos mais importantes do corpo da mulher. Eles são os responsáveis pela produção dos óvulos, que permitem a maternidade, e pela produção dos hormônios femininos, que são os responsáveis pelas características específicas do sexo feminino e por regular a menstruação. Porém, ao mesmo tempo que podem trazer tantas alegrias, quando são acometidos por um tumor podem causar um grande incômodo.


Embora seja raro, o câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e, por isso, tem menor chance de cura. Ele é agressivo e geralmente é detectado em estágio avançado.

Quais são os fatores de risco?


Um dos principais fatores a levar em consideração quando o assunto é o risco de desenvolver a doença é o histórico familiar, se a mãe, avó, irmã ou tia, por exemplo, tiveram a doença, é preciso de acompanhamento médico desde muito cedo, pois segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 10% dos registros dos casos têm relação genética com a doença. Em alguns casos, é indicado o mapeamento genético, que é um teste que indica se a pessoa tem a possibilidade de desenvolver um câncer de ovário ou de mamas. Podendo ser uma boa alternativa para a tomada de decisão quanto ao monitoramento e a realização de exames complementares das glândulas.


Entre outros fatores de risco, podemos citar:


· Idade: mulheres acima dos 50 anos estão mais propensas a desenvolver a doença, se agravando após a menopausa;

· Uso de anticoncepcional: geralmente, as pílulas reduzem o risco do surgimento do câncer de ovário, com efeito prolongado, mesmo quando se interrompe a ingestão dos comprimidos. Porém, é preciso ter cuidado, pois o consumo prolongado de estrogênio, sem progesterona, existente na fórmula de alguns anticoncepcionais e em alguns remédios para a menopausa, pode aumentar o risco de desenvolvimento desse tipo de tumor;

· Histórico de câncer: além do histórico familiar, quem já teve câncer de mama, útero ou colorretal está mais propenso a desenvolver também o de ovário. É necessário, nesses casos, ter um acompanhamento diferenciado;

· Questões reprodutivas: quem nunca engravidou corre maior risco de desenvolver um tumor no ovário do que quem teve filhos. As chances aumentam ainda mais para mulheres que têm a primeira gestação após os 35 anos. Além disso, o tratamento para fertilidade a base de citrato de clomifeno também aumenta as chances de ter o tumor;

· Hábitos de vida: nesse quesito, é preciso levar em consideração alguns fatores:

- O consumo excessivo de álcool;

- O tabagismo;

- Ter sobrepeso ou ser obeso;

- Ter uma alimentação rica em gordura e com baixo teor de nutrientes.

Todos contribuem para o aumento do risco de desenvolver a doença.


Formas de prevenção


Além de ficar atenta aos fatores de risco, a prevenção também passa pela consulta regular com um médico especializado e pela realização de exames como a ultrassonografia transvaginal. É importante ter em mente que o exame preventivo (Papanicolau) não detecta esse tipo de tumor, pois é específico para análise do canal vaginal e do colo do útero.


Outra forma indicada de prevenção é o consumo de anticoncepcionais específicos, pois a cada ovulação ocorrem pequenas “lesões” na parede dos ovários que com o passar do tempo podem ser um caminho de entrada para o nascimento de um tumor. Como as pílulas impedem a ovulação o risco disso acontecer fica reduzido. Porém, essa medida só deve ser adotada com orientação médica e em casos específicos.


Quais os principais sintomas?


Podemos destacar como principais sintomas do câncer de ovário:

- Pressão, dor ou inchaço no abdômen, pélvis, costas ou pernas;

- Acúmulo de líquido no abdômen;

- Problemas intestinais, como gases em excesso, prisão de ventre ou diarreia que não melhoram e não têm explicação aparente;

- Náuseas e indigestão;

- Cansaço constante, persistente e sem motivo;

- Necessidade frequente de urinar e sangramento vaginal.


Os sintomas do câncer de ovário são muito comuns, e podem ser facilmente confundidos com outras doenças ginecológicas, por este motivo é importante não se desesperar ao apresentar qualquer um desses sintomas, o indicado é procurar atendimento médico imediato para análise do problema.


É possível a detecção precoce da doença?


Conforme citado anteriormente, esse é um dos tipos de câncer mais difíceis de diagnosticar. Porém a detecção precoce é possível sim, principalmente através do exame de ultrassonografia transvaginal, que é o exame mais indicado para detectar anormalidades nos ovários. Além dele, exames de sangue específicos também ajudam na obtenção de mais informações sobre a saúde do paciente.


Caso seja identificado alguma anormalidade, a indicação é a realização de uma biópsia, que geralmente é realizada por laparoscopia ou laparotomia, da parede que reveste o ovário para o diagnóstico correto.


E o tratamento, como funciona?


Após os resultados dos exames, se forem identificadas células suspeitas, médico e paciente podem conversar e avaliar as possibilidades de tratamento. Podendo optar pela realização de uma cirurgia para remoção do(s) ovário(s) e da(s) tuba(s) uterina(s), afim de evitar o agravamento da doença e sua evolução. Também podendo ser indicado a realização de tratamentos quimioterápicos, dependendo do resultado da análise laboratorial.


Lembrando que a decisão do tratamento, sempre é realizada de acordo com o estágio da doença, a idade, a vontade de ser mãe por parte do paciente e de suas condições clínicas. Em mulheres jovens, por exemplo, é possível remover apenas o ovário afetado, não interferindo na fertilidade.


Assista o vídeo publicado na Canal Minuto do youtube e confira mais informações sobre o câncer de ovário!

Gostou deste artigo? Acompanhe as próxima publicações e fique bem informado. Lembre-se: prevenção e acompanhamento médico regular são fundamentais para um boa saúde. Até breve!

67 visualizações
  • Grey Facebook Icon
  • Grey YouTube Icon
  • Grey Instagram Icon

© 2017 por Dr. Jorge Lyra. Todos os direitos reservados.