• Dr. Jorge Lyra

Câncer de endométrio: informação pode salvar vidas!

O câncer do endométrio, conhecido também como câncer do corpo uterino, está entre os tipos de câncer ginecológicos mais frequentes da população feminina, principalmente no período da menopausa. Dos casos diagnosticados, menos de 20% se apresentam em mulheres na fase inicial da pré-menopausa, e menos de 5% estão abaixo dos 40 anos de idade. A boa notícia é que o câncer de endométrio, quando diagnosticado em sua fase inicial, é altamente curável.

O que é o endométrio e qual sua função?


O endométrio é o tecido que reveste o interior do útero. Durante o ciclo menstrual, o endométrio tornando-se mais espesso e rico em vasos sanguíneos para preparar a mulher para uma possível gravidez, porém quando isso não ocorre uma parte do endométrio é eliminada através da menstruação.

Com o tempo, o endométrio tende a ficar atrofiado, o que reduz sua capacidade de segurar uma gestação, estando mais suscetível à doenças e problemas como os tumores, principalmente para quem nunca foi mãe.


Tipos de neoplasias do endométrio:


Existem dois tipos de neoplasias que acometem o endométrio, a principal diferença está no tipo de células afetadas e na sua agressividade:

· Tipo 1: está diretamente relacionado ao uso de estrogênio, um dos hormônios feminino. Tem baixo grau de malignidade e costuma atingir mulheres na faixa dos 40 anos;

· Tipo 2: é o tipo mais invasivo e agressivo, tendo alto grau de malignidade. Geralmente, acomete mulheres mais velhas e que já entraram na menopausa ou passaram dos 60 anos.


Fatores de risco e prevenção


O principal fator de risco do câncer de endométrio é o excesso do hormônio estrogênio (hiperestrogenismo) no organismo, principalmente associado a obesidade, ao uso inadequado de terapias de reposição hormonal, menarca (primeira menstruação) precoce, menopausa tardia e nuliparidade (ausência de gestações ao longo da vida reprodutiva).


Porém, existem outros fatores de risco que devem ser levados em consideração quando o assunto é prevenção, como:

· Idade, sendo mais comuns em mulheres após os 60 anos;


· Mulheres que sofrem com problemas de hipertensão arterial;


· Síndrome dos ovários policísticos;


· Dietas ricas em gordura animal;


· Histórico familiar ou pessoal de tumores em regiões como as mamas, ovário e cólon;


· Portadoras de diabetes mellitus;


· Mulheres que passam por longos períodos sem ovular;


· Pacientes que passaram por tratamento de câncer de mama à base de tamoxifeno.


Sinais de alerta


O sangramento anormal é o principal sintoma de problemas no endométrio, principalmente para as mulheres que já entraram na menopausa. Além dele, é preciso ficar atenta a:

· Dores ou sensação de peso na pélvis;


· Corrimento vaginal branco ou amarelado, após a menopausa;


· Menstruação após os 50 anos, associada a sobrepeso, obesidade e diabetes também são um importante sinal de alerta;


· Dificuldade de respirar, linfonodos inchados, problemas intestinais ou na bexiga e tumores vaginais podem ser sinais de que a doença já está avançada.


Como diagnosticar


Não é possível identificar problemas no endométrio através de exames clínicos, por exemplo, o Papanicolau, com exceção dos tumores que já estão em estágio mais avançado. Quando existe a suspeita da doença, geralmente são solicitados exames de imagem como a ultrassonografia, a curetagem ou a histeroscopia. Neste último exame, é possível inclusive visualizar a cavidade interna do útero e realizar a retirada de um fragmento do endométrio para a realização de uma biópsia.


Como é feito o tratamento


Quando diagnosticados precocemente, os tumores do endométrio podem ser curados em 90% dos casos, sem reincidência do câncer e sem prejudicar a saúde e bem-estar da mulher após o tratamento. Dentre as opções de tratamento estão: a cirurgia, a radioterapia, a terapia hormonal e a quimioterapia. Nos estágios iniciais, geralmente a cirurgia é a mais indicada, podendo ser feita por auxílio robótico ou laparoscopia, sendo menos invasiva e diminuindo o tempo de recuperação da mulher.


Lembrando que a conduta médica sempre dependerá das condições da paciente, preferências, estágio da doença, tipo e agressividade do tumor e seu histórico médico.


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