• Dr. Jorge Lyra

Câncer de pulmão: não ignore os sinais

O câncer de pulmão é um tumor maligno que é caracterizado pela quebra dos mecanismos celulares naturais do pulmão, este tumor atinge desde a traqueia até a periferia do pulmão e já é uma das principais causas de morte entre as neoplasias no Brasil, sendo a segunda entre homens e mulheres.


O câncer de pulmão se divide em subtipos:

📍 Adenocarcionoma: é o tipo de câncer de pulmão mais frequente entre os não fumantes, é responsável por 40% dos casos sendo o mais incidente entre todos os subtipos. Ele atinge as células que produzem o muco e outras substâncias, progredindo lentamente.


📍 Carcinoma epidermoide: geralmente, atinge as células que revestem as vias aéreas no interior do pulmão, desenvolvendo-se dentro do pulmão ao lado dos brônquios.


📍 Carcinoma de pulmão indiferenciado de grandes células: conhecido também como câncer de pulmão indiferenciado de células pequenas, geralmente cresce e se espalha mais lentamente do que o câncer de pulmão de pequenas células, e mais rápido que os outros tipos. Podendo ser encontrado em qualquer local do pulmão, o que o torna mais difícil de tratar, ele é responsável por 10 a 15% dos casos de câncer de pulmão.


📍 Carcinoma de pulmão pequenas células: Conhecido como câncer de pulmão de pequenas células, é o tumor maligno que se espalha, mas rapidamente e pode ser dividido em carcinoma de pequenas células e carcinoma de pequenas células combinadas.


Este tipo de câncer de pequenas células é mais comum em homens do que em mulheres e atinge aproximadamente 15% de todos os cânceres de pulmão. Normalmente inicia-se nos brônquios e tem alto potencial de criar metástase em outras partes do corpo, como o cérebro, ossos e fígado, e todos os casos ocorrem por causa do tabagismo.


Existem também o metastático, quando este é originado de um câncer em outro órgão, como o na bexiga ou na mama.


Causas

Como principal causa podemos citar o tabagismo. Porém, existem outros fatores que podem contribuir para seu surgimento, como:


• Inalação de agentes químicos, como asbesto, radônio, amianto e arsênio

• Inalação de poeira e poluição do ar

• Fumo passivo - pessoas que não fumam, mas convivem com fumantes.

• E evolução de algumas doenças, como a tuberculose e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);

• Histórico familiar da doença.


Sintomas

Geralmente, em seu estágio inicial ele não apresenta sintomas, em alguns casos podem também ser confundidos com outras doenças, por este motivo é importante ficar atento e procurar ajuda caso seja observado:


• Tosse à mais de 2 semanas;

• Crises de falta de ar;

• Chiado no pulmão;

• Presença de sangue no escarro;

• Dor no peito;

• Perda de peso e de apetite sem motivo aparente.


Diagnóstico

O diagnostico pode ser realizado por meio do rastreamento da doença, mas a maioria dos casos é diagnosticada porque está provocando sinais e sintomas. Primeiramente, o paciente passa pela consulta clínica onde o cirurgião oncológico ou clínico geral fazem um analisam o histórico clínico completo, incluindo informações sobre os sintomas apresentados, possíveis fatores de risco, histórico familiar, e outras condições clínicas.

Se o histórico e o exame físico sugerirem que o paciente possa ter câncer de pulmão serão solicitados outros exames, como exames de laboratório, exames de imagem e a realização de biópsias do tecido pulmonar.


É importante mencionar que para a maioria dos tipos de câncer, a biópsia é a única maneira de se fazer o diagnóstico definitivo da doença.


Tratamento

No tratamento o que é considerado como mais chance de controle e cura é a cirurgia, mas pouquíssimos se enquadram numa ressecção completa, ficando perto de 10 a 20% dos casos.


Logo, a radioterapia associada a quimioterapia entra como tratamento de apoio para casos de pacientes que não podem ser operados por questões de localização do tumor, questões técnicas ou clínicas como saúde do paciente.


Prevenção

A prevenção da doença consiste em:


• Parar de fumar;

• Evitar ficar perto de pessoas que estejam fumando;

• Praticar atividades físicas regularmente e manter uma alimentação saudável.


Buscando ajuda médica

Não espere sentir alguma manifestação dos sintomas, principalmente, se você faz parte do grupo de risco (exposto aos fatores de risco da doença). Se sentir aumento da frequência de tosse e produção de catarro, pode ser indicativo para procurar ajuda médica.


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